Tête-à-tête com a Tati

Abrindo mão do masculino em mim!

Durante muito tempo gritamos por igualdade, pelos nossos direitos, pelo fim do abuso, da opressão!

Brigamos tanto pra tentar fugir da dor, e infelizmente a dor ainda mora em muitas de nós!

Avançamos muito, mas será que avançamos no caminho mais adequado?

Talvez naquele momento sim, talvez naquela época em que muitas de nós foi às ruas, rasgar, queimar sutiãs e fazer protesto, muito provavelmente sim!

Mas será que não nos impregnamos demais dessa luta, necessária naquele momento de guerra, mas talvez já não mais necessária nesse tempo de agora! (Talvez meu desejo romântico de paz e respeito, desejem isto!)

Brigamos e brigamos tanto por igualdade, mas resolvemos roubar a masculinidade para nós!!! Que igualdade é essa??

Sim, eu vejo que houve violência exacerbada contra nós, e que ainda há contra muita de nós! E simmmm, eu sinto muito, sinto do fundo da minha alma que tenha sido assim, e que por vezes ainda seja assim!

Porém eu não quero dente por dente, olho por olho!

E não, eu não acredito que somos iguais, homens e mulheres! Somos diferentes! Fomos criados pela Inteligência Suprema do Universo, a qual muitos chamam Deus, diferentes!

E aqui nesse mundo há que ser assim, diferentes!

Polaridades diferentes do mesmo ser humano, ambos Divinos!

E pensando aqui talvez tenhamos ainda que lutar sim, mas de forma pacifica e acolhedora, cada lado respeitando o lado oposto, buscando a unidade respeitosa e amorosa!

Se tiver que lutar que seja com amorosidade, pois o que nos distancia da paz é a falta de amor!

Nós mulheres não precisamos de guerra, precisamos de amor, amor verdadeiro, incondicional!

Chega de tentar ser o homem e a mulher da casa! Assim não funciona! Estamos tirando o masculino dos homens, nos entristecendo, sofrendo tentando ocupar um lugar que não é nosso!

E sabemos que sistemicamente isso não funciona!

Sim, eu vejo e honro todas as mulheres da minha ancestralidade que sofreram! E eu as libero e me libero também, pra buscar a paz entre os gêneros, para buscar equilíbrio, equidade e respeito!

Eu me libero para querer colo, para ser cuidada, pra me vestir de mulher! Me libero para usar salto e pra andar descalço, pra ser fatal e pra ser suave, pra trabalhar fora e pra abrir mão do trabalho! Eu me libero pra ser mãe ou escolher permanecer só filha! Eu me libero para ser o que quiser sem precisar competir com ninguém, nem com nenhum gênero!

Eu me libero da culpa, me libero do medo, me libero para viver o meu feminino, minha sexualidade sagrada, divina!

E libero meus descendentes, especialmente minhas descendentes da luta! Nossa ancestralidade já lutou demais!

Que possamos expandir nossa consciência em respeito, amor e paz!

Paz entre os gêneros!

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